quarta-feira, 19 de abril de 2023

DEATH FROM ABOVE PARTICIPA DO FESTIVAL METALPUNK OVERKILL AO LADO DE RATTUS E TERVEET KÄDET

 


Formado há 17 anos e contando com diversos trabalhos lançados entre demos, compilações, splits e Eps, o Death From Above se prepara para o lançamento do lyric video da faixa “Desejo de Poder”, do seu último EP lançado em 2017, Intoxicação. De malas prontas para pegar a estrada rumo a Belo Horizonte, onde participa do conceituado festival Metalpunk Overkill ao lado das lendas Terveet Kadet, Rattus e Azul Limão, o vocalista e guitarrista Glauco Vilela e o baterista Thiago Slake contaram os detalhes sobre o festival e os planos futuros da banda numa entrevista respondida na força do ódio para o Dr. Gori.

Depois da pandemia o Death From Above vem retomando aos poucos seu espaço na cena underground. O que a banda vem preparando para o restante desse ano de 2023?
Glauco: Então, pouco antes da pandemia nós tínhamos alguns planos como produzir um disco novo e fazer algumas tours pelo Brasil. mas a pandemia fudeu tudo e adiou nossos planos. Pra esse ano estamos reconstruindo essas ideias, mas esperamos gravar algo novo até o final do ano.

Vocês estão lançando o videoclipe da faixa "Desejo de Poder, como esse clip foi gravado?
Glauco: Na real é um Lyric video que foi produzido pelo pessoal do Motim Underground em parceria coma Two Beers Records. eu gostei muito do resultado final, para uma música com apenas 1 minuto de duração.
Slake: Na verdade é um lyric vídeo, uma animação feita pelo Motim Underground que particularmente eu gostei pra caralho! Inclusive fica a dica pra galera que tem banda, a motim faz lyric vídeos incríveis por um preço bem modesto.

Em 2020 a banda disponibilizou a discografia nas plataformas digitais. Como foi a repercussão dessa estratégia e quais outros tipos de divulgação de trabalho vocês tem utilizado?
Glauco: essa eu deixo pro Slake responder, pois é ele o responsável por essa parte.
Slake: Hoje em dia se sua banda não estiver nas plataformas digitais, a sua banda fica praticamente invisível. Não temos números exorbitantes nas plataformas mas estamos lá e isso facilita muito o acesso ao nosso trampo. A estratégia no mundo de hoje é basicamente virtual, não tem como fugir muito disso.

Neste final de semana vocês vão tocar no festival Metalpunk Overkill, ao lado de Azul Limão, Rattus e Tervet Kadett, tudo no mesmo dia. Como é que tá a expectativa da banda para esse show?
Glauco: Esse convite já havia sido feito antes da pandemia, e por razões obvias não foi concretizado. Então no ano passado nosso amigo Gabriel Herege refez o convite e já aceitamos de pronto. Cara, a expectativa não podia ser melhor. e depois que vi a line up eu já não me aguento de ansiedade pra esse evento. Vamos fazer o nosso melhor, promover o caos sonoro naquele lugar.
Slake: Da minha parte a expectativa é altíssima, fomos convidados a tocar no festival em 2020 e infelizmente a covid-19 atrapalhou tudo. Este ano fomos convidados novamente e estamos nos preparando com bastante dedicação pra fazer um bom show em território mineiro.

Recentemente vocês tocaram também no Masters of Noise, fale um pouco da experiência de tocar nesse festival.
Glauco: cara, tocar nesse evento foi mega surpreendente, porque foi meio de ultima hora. como todas da banda iriam pra São Paulo pra ver o show do Discharge no final de 2022, havia a possibilidade de tocar no festival no outro dia, então falei com Nader, que é um dos organizadores e eles conseguiram encaixar a gente no festival. foi magnifico tocar ao lado de inúmeras bandas clássicas do underground nacional, isso além de rever muitos amigos de longa data. nossa performance não foi das melhores porque ainda estávamos sentido a ressaca do dia anterior, no show do Discharge, mas não decepcionamos quem tava no show. Hahahaha
Slake: Foi legal pra caralho, so barulheira fina e pessoas sangue bom. É sempre da hora reencontrar nossos amigos de São Paulo. E o fest é do jeitinho que eu gosto, só correria loka e musica extrema de qualidade.

Como vocês formaram a banda? Fale um pouco sobre a história de vocês e como vocês enxergam cenário underground do início da banda pra até agora.
Glauco: Esse ano banda completou 17 anos de existência, o Slake esta comigo praticamente desde o início e o Victor a uns 7 anos. Entre altos e baixos continuamos porque ainda não encontramos nada melhor pra fazer. Nos divertimos, é uma válvula de escape e de alguma forma não nos deixa enlouquecer nesse mundo odioso. Não sou muito de saudosismo, não costumo muito olhar pra trás. Só continuamos a viver e sobreviver, mas existe beleza no caos e isso é combustível pra seguir.

Deixe seu recado pra galera
Glauco: valeu pela entrevista, nós siga nas redes sociais, va aos shows e compre nosso merch isso ajuda a continuar produzindo. KEEP DESTRUCTION ALIVE!

sexta-feira, 7 de abril de 2023

SANGUE DE BODE TOCA HOJE EM GOIÂNIA NO ESPAÇO CAMPELLI

 


O Sangue de Bode é uma das revelações do metal extremo nacional, e foi formado em 2017 na cidade do Rio de Janeiro/RJ. Sem rédeas na língua e indo estritamente ao ponto, o trio aborda relatos, angústias, e uma realidade tão crua que até o melhor dos estômagos se esforça para digerir, apresentando uma atmosfera obscura e densa, sem perder a pegada experimental que o Sangue de Bode aborda em seu universo.

A formação do Sangue de Bode traz João Pedro Oliveira (vocal/baixo), Gabriel Fontes (guitarra) e Gabriel Sinuê (bateria), e eles possuem em sua discografia o álbum “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” (2020) e “Seja Bem Vindo de Volta pra Cruz” (2021).

Em tour pelo Sudeste e Centro Oeste do país, a banda chega hoje à Goiânia para participar do show Sexta-feira Satânica, ao lado do Leprosy e Arvak, no Espaço Campelli. Entre uma cidade e outra, o vocalita João Pedro bateu um papo com o Dr. Gori para falar sobre a tour e suas expectativas de tocar aqui pela primeira vez.

- A tour acabou de começar. Como tem sido a vida na estrada e a receptividade que a banda vem tendo nas cidades por quais vocês já passaram?

Bom, a turnê tem sido uma experiência muito incrível e diferente, já que é a nossa primeira vez realmente pegando a estrada e passando por diversas cidades. Então a gente tem toda essa alegria dessa novidade do Rolê e apesar do dia a dia a convivência da Galera também dá uma facilitada pois todos são amigos das antigas. Está sendo muito foda, uma experiência certamente inesquecível. A receptividade do público e da Rapaziada que curte a banda é simplesmente inacreditável e não nos restam palavras para agradecer cada pessoa que tem apoiado a gente nesse rolezão doido aí

- Apesar do tempo de estrada e várias participações em festivais, uma tour desse porte cria sempre uma expectativa diferente?

Sim, com certeza. Uma turne desse porte anima qualquer banda que tá no corre e com a gente não foi diferente. Como sempre só  nos resta agradecer todo o companheirismo das bandas, dos produtores e de todo mundo que ajudou a gente a estar aqui fazendo isso acontecer agora. Todas as oportunidades que nos foram dadas e todo o espaço que a gente conseguiu conquistar com o nosso trabalho deixa realmente uma sensação muito gratificante e a gente tá todo vapor aí pronto para botar essa turne para pegar fogo! Inclusive Já começamos.

- Qual é sua expectativa de vocês para esse show em Goiânia?

Nossa expectativa é sempre a máxima em qualquer lugar que vamos e Goiânia não será diferente. Cada lugar que a gente para é uma grande novidade e um misto de sensações boas. Já deixando aqui um grande agradecimento para o Wander Segundo da Two Beers or not Two Beers Records, um cara muito parceiro de Goiânia que sempre nos fortaleceu desde o nosso primeiro lançamento e será um prazer trombar com todas as pessoas de Goiânia que acompanham o nosso trabalho!

 - A banda surgiu em 2017, tem dois trabalhos lançados e é considerada uma das revelações do metal extremo brasileiro. A quais fatores você atribui essa boa receptividade da galera?

O Sangue de Bode, na minha opinião, é uma banda que trata sobre temas muito pessoais e ao mesmo tempo muito plurais, o que possibilita a imersão das pessoas na nossa mensagem interpretando na sua própria realidade, o que com certeza facilita essa conexão tão verdadeira e interessante que nós temos com o público que acompanha nosso trabalho. Por conta de ser um trabalho pautado e banhado em pura sinceridade e esforço acredito que conseguimos humildemente um espaço para falarmos sobre o que queremos e somos muito gratos por isso.

 - Como vocês formaram a banda? Fale um pouco sobre a história de vocês e como vocês enxergam  cenário underground do início da banda pra até agora.

O embrião da banda nasceu em 2017 ainda como um Duo, contando comigo (Verme) e o Sinuê e sendo posta de fato em Atividade no final de 2019 com a gravação do nosso primeiro álbum. Nosso primeiro lançamento nos abriu grandes portas e nos proporcionou grandes amizades com muitas pessoas da cena underground brasileira, nos possibilitando assim entender e conviver com essa coletividade incrível que os artistas independentes compartilham entre si, o que chega a ser algo Mágico.

 - Quais são os planos da banda para depois da tour?

Os planos para depois da turnê são terminar as novas composições e entrar em estúdio para gravação do nosso terceiro trabalho que será lançado na primeira metade de 2024. Se ninguém morrer é isso.

 - Qual recado você deixa para o público do show em Goiânia?

Goiânia, é um imenso prazer estar presente na terra de vocês pela primeira vez para uma ocasião tão especial. Obrigado a todos os envolvidos para que possamos estar aqui hoje, e esperem 150% do Sangue de Bode. A gente se vê.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

CORJA COMPLETA 25 ANOS COM SHOW NA HOCUS POCUS


1. Vinte e cinco anos. E agora?
Segundo: Vou pedir pro Carlos Drummond de Andrade responder essa com um poema kkk: “E Agora Corja?  A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora,Corja? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta?... “
Daniel: Só largo o violino depois que a água passar do nariz


2. Depois desse tempo e de ter se tornado um trio, o Corja se tornou mais visceral. A banda encontrou a pegada que sempre buscou?
Segundo: Cara eu não sei se a gente buscou alguma pegada, é tanta coisa misturada e tanta coisa que a gente escuta que acabam sendo várias pegadas e eu acho que isso meio que resume a evolução da banda. No começo a gente tinha um estilo definido que era o rap core só que com o passar do tempo e com a gente melhorando pra tocar fomos atirando pra tudo quanto é lado e hoje eu pelo menos tenho muita dificuldade de rotular a banda porque a gente pega influência de tudo que a gente ouve e acaba saindo coisas bem diferentes umas das outras. O “... E Tudo Vai Piorar” - o próximo disco que a gente começou a gravar em 2019, que a pandemia emperrou e a gente só vai voltar a gravar agora tem uma música de cada jeito. As três que saíram durante a pandemia são totalmente diferentes uma das outras. Acho que a gente sempre buscou ter uma identidade própria e ser nós mesmos e se isso for a pegada que a gente buscou então sim...
Camboja: A gente pegou um jeito de tocar que é diferente do começo mesmo e as músicas não tem nada de definitivo não, a gente nem sabe como vai ser o próximo disco, não tem pegada definitiva de música nenhuma não
Daniel: Sempre buscando, não pode parar no tempo

3. Os trabalhos do Corja passam por demo, ep, coletâneas e três discos lançados. Como você vê a evolução da banda nesses 25 anos?
Daniel: - criança -> adolescente -> jovem (só não pode ficar velha)
Segundo: Sei lá acho que tudo aconteceu como aconteceria com qualquer banda que durou muito tempo, faz parte da vida e a gente tocando junto há tanto tempo evolui como instrumentista... meu vocal tá ficando diferente por causa do cigarro kkk e esse tempo todo parado por causa da pandemia deu uma esfriada em tudo né... a gente é uma banda que ensaia toda semana desde sempre e foi foda ficar quase dois anos sem se ver direito, só se falando pela internet, então acho que a única coisa que foi diferente foi isso, mas isso foi diferente pra todo mundo... tirando os zé ruela negacionista banda nenhuma tava ensaiando e tocando ainda mais com o desgoverno fazendo de tudo pra praticar a necropolítica e não dar garantia de nada além de pânico pra população, isso atrapalhou a arte performática em geral que precisa de público pra poder funcionar... uma galera fez live na época e a gente não fez, quando decidimos fazer já rolou a vacina e preferimos voltar a ensaiar logo, porque finalmente a gente ia ter o nosso estúdio. Começamos a ensaiar na garagem aqui de casa até que apareceu a AMMA com uma notificação, ai a gente teve que fazer uma janela pra poder não vazar o som e fizemos ela nós mesmos... total DIY compramos madeira, cola, espuma e passamos uns 6 meses ralando todo fim de semana até ficar pronto e o projeto que o Daniel fez deu certinho e agora a gente retomou o pique de ensaiar de antes no nosso estúdio e vamos começar a gravar aqui o resto do disco e ver o que vira... temos muito o que aprender ainda sobre captação e mixagem , então eu acho que a grande evolução pra nós veio agora e vamos ter total controle sobre tudo que a gente faz como banda.

4. Fale um pouco sobre os vídeos da banda. E porque somente agora resolveram trabalhar a música "Atos de Vandalismo pela Cidade" em vídeo?
Daniel: Essa é com o Segundo
Segundo: Com os corres do selo eu acabei aprendendo a mexer em programas de edição de vídeo e de som e ai rolou os protestos no Chile em 2019 e a gente tem a “Allende Mandar” que tá no Al Qaeda´s Greatest Hits e é uma canção anti imperialista, então eu aproveitei o calor do momento e peguei um monte de foto na internet e fui tentar fazer o vídeo e ficou bom, dai na mesma época o Ruy do Motim Underground começou a fazer os lyric vídeos das bandas com precinho camarada e a gente começou a fazer os vídeos que tem hoje na pandemia, foi até um jeito da gente aproveitar o interesse das pessoas que estavam de quarentena em ouvir e descobrir bandas aí a gente fez uma porrada de vídeo de músicas de todos os álbuns e das músicas que foram gravadas pro “... E Tudo Vai Piorar”. Ai rolou de ir fazendo vídeos de músicas velhas que faziam bastante sentido com tudo que rolava no cenário político da época tipo “Revolta!” do primeiro disco, “Sobre Máscaras e Homens” do Elefante na Loja de Cristais. Aí quando foi o relançamento do Justiça Au Go Go a gente fez o de “Não Compre Jornais, Minta Você Mesmo”, ano passado rolou o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 e a gente tinha musicado o “Ode ao Burguês” do Mário de Andrade que foi lido no evento e fizemos um vídeo pra celebrar a importância e a influência da Semana de Arte Moderna pra cultura subversiva do país. Aí rolaram as invasões do dia 8 de janeiro desse ano e na hora que rolo a gente tava ensaiando e já tocamos a musica imediatamente enquanto os sem noção depredavam todo o patrimônio nacional e isso meio que virou nossa cabeça do avesso, porque a letra de “Atos de Vandalismo Pela Cidade” sempre foi controversa, a tática do Black Bloc sempre foi controversa também e todo o trabalho de décadas dos anarquistas combativos estava indo pro ralo naquele exato momento porque a extrema direita se apropriou das táticas de combate urbano da pior maneira possível, o vídeo seria mais ou menos como que a ideia de passar um conforto pra galera que tem a coragem de ir na linha de frente lutar por causas coletivas que tem fundamento e necessitam mais que nunca da ação direta pra pressionar os governantes a fazer a coisa certa, já que o burburinho antidemocrático tomou posse e enfraqueceu a nossa luta.
Camboja: Quando essa música saiu eu questionei se essa letra era literal e tomei uma bronca homérica sobre figuras de linguagem e quem nem tudo que tá escrito você é obrigado a fazer, e que é a narração de uma pessoa que está fazendo alguma coisa e não obrigatoriamente a gente concorda. Ai acabou acontecendo, o que eu não concordo aconteceu e ai coincidentemente a música encaixou de uma forma completamente diferente do porque que ela foi feita pensando na nossa revolta e agora o que aconteceu é que os paia que fizeram a coisa. Ai eu não entendi nada na verdade. Agora eu acho interessante a nossa vocação pra profetinha do fim do mundo. Parece que “... E tudo vai piorar” tem que ser o nome do disco mesmo, e as letras antigas que a gente fez em 2000 e pouco tá mais atual do que nunca, se for pensar que a gente fez “Sobre máscaras e homens” antes da pandemia e foi certinho o que aconteceu, e outras músicas também. De um jeito a gente tá pressentindo as coisas heheheheh.
Segundo: Mas esses trem Camboja era reflexo da época, so que era tipo a pior previsao do que podia acontecer sei la kkk acho que talvez é uma coisa de escrever letra politica mesmo o tempo passa e igual ce falo os trem toma significado diferente... tem outras letras que rola isso tb, mas na real o lance de “Atos de vandalismo pela cidade” tem um pouco a ver com o que os bostao la fizero pra ter escolhido a musica, ao mesmo tempo que a gente pode usar a musica pra mostrar outro tipo de realidade onde fazer essas coisas pode ser justificavel. Quando eu escrevi a letra ja rolava esse tipo de coisa com os ativistas gringos e ela meio que encaixa isso no contexto daqui. Rolo os lances da galera quebrar as estatuas dos bandeirantes racistas e que matavam indios por exemplo e sempre foi mais sobre isso do que sobre a extrema direita fazer isso sem ter um sentido real pra fazer...
Camboja: O negócio é que o objeto completo ele faz sentido na mão de quem usa né? É quem usa que dá sentido pro objeto. A gente tem um público que ao menos esperamos que entenda essa mensagem nossa, mas por outro lado tem gente ignorante até dentro da cena que pode pensar outra coisa disso, ela pode ser interpretada de outra forma, mas é legal, encaixou no contexto do que aconteceu, só que ai saiu do sentido primordial.
Segundo: Tipo o povo apropriou o esquema e fez bosta mesmo, porque quando se parte pra violencia no nosso caso, sempre tem um discurso de lutar contra a opressao e um debate por tras disso. E esses atos de vandalismo so começaram a rolar quando se percebeu que as mudanças pelo jeito “normal” das coisas, usando o status quo e o estado democrático de direito, eram muito lentas e burocraticas e por esse viés a mudanças necessárias não iam acontecer e os governantes e magnatas não tap nem ai pra mudar as coisas. Destruir o patrimonio vira um jeito de atacar esse povo onde doi, que é o bolso, pra que eles prestem atençao na voz dos excluidos. O que o povo fez em brasilia no dia 8 de janeiro nao tem o menor sentido nesse caso, foi so barbarie mesmo, de uma galera que nao sabia exatamente o que tava fazendo ali e foi cooptada a estar ali através de um plano maior de dominação que espalhava fake News e teorias conspiratórias, ou seja as pessoas foram iludidas de forma bastante sofisticada e usadas de massa de manobra por um grupo que não queria entregar o poder. É tipo o contrario mesmo: quando um anarco joga um tijolo no vidro de um banco ele sabe o que ta fazendo, porque ta fazendo isso e nao precisa de ninguem pra ir la mandar fazer e sempre vai ser pra o bem de todos e não pro bem de um só grupo.

5. Como você avalia o cenário underground hoje em dia e como o Corja se vê inserido nesse cenário?
Daniel: Pra mim o cenário foi enfraquecido durante a pandemia, e vejo nossa banda com uma certa responsabilidade em reaquecer a coisa, e com vontade de continuar fazendo o que sempre fizemos.
Segundo: Cara depois que os eventos voltaram apareceu uma galera nova na cidade e que ta frequentando os shows e renovando a cena, eu tenho muita esperança que dessa galera surjam novas bandas que vão se destacar em breve e continuar o trabalho que a gente vem fazendo esse tempo todo. Acho que o Corja acaba que está inserido nesse contexto pelo tempo de duração como um exemplo de que é completamente possível montar uma banda na adolescência e manter ela ativa na vida adulta e fazer as coisas que as bandas fazem que é ensaiar, compor, gravar e fazer shows mesmo com todas as dificuldades e empecilhos da vida adulta. Acho que o maior padrão de sucesso pro underground é uma banda sobreviver por muitos anos, porque é a prova de que o que a gente faz não é uma fase da vida ou uma moda passageira, é um estilo de vida. Eu tenho certeza que vamos durar mais 25 anos na cena!

6. Quais são os planos da banda para o restante de 2023?
Dia 8/4 agora vamos fazer o show de 25 anos na porta da Hocus Pocus no aniversário de 32 anos da loja e estamos ensaiando um set especial que resume bem tudo que fizemos nesse tempo todo, tocando músicas que não tocamos há muito tempo e uns covers caprichados ai que que for lá verá kkk deixa na surpresa. Se tudo der certo o show vai ser filmado e postado no you tube. Ai pro resto do ano vamos terminar de gravar o disco e esperamos lançar ele até o meio do ano e depois começar a fazer músicas novas pro próximo e trabalhar com elas. Nesse meio tempo vamos fazer shows a medida que nos convidarem. Eu nunca gostei muito desse lance de ser dono da bola por causa da Two Beers então sempre preferi que outros produtores chamassem o Corja pra tocar, ate porque é bem mais real quando alguém te chama pra tocar do que tocar num evento que você mesmo está fazendo, além disso você ainda tem que preocupar com fazer um bom show e com os perrengues da organização. Então esperamos que os produtores aproveitem que estamos comemorando 25 anos pra chamar a gente pra tocar tanto em Goiânia quanto fora. Estamos com planos de fazer uma minitour no fim do ano, vamos ver se vai dar certo.
Daniel: Compor, ensaiar, gravar e se apresentar

7. Deixe um recado satânico pra galera...
Fiquem longe de discursos de ódio e aproveitem ao máximo a capacidade de desconstruir e assumir seu erros, resumindo seja honesto com os outros e você mesmo e não desista de lutar
. E lógico, apoie sempre as bandas e os shows da sua cidade.

sexta-feira, 10 de março de 2023

LACEROFAGIA LANÇA VIDEO E TOCA AO LADO DE HELLGA PATAKI NESTE FIM DE SEMANA

 


Formado em meio ao turbilhão pandêmico, o Lacerofagia lançou em 2022 seu primeiro trabalho, calcado no death/grind de extrema qualidade e temáticas gore. Prestes a lançar o do lyric vídeo da faixa  "MALDITO É O FRUTO DO NOSSO VENTRE" do álbum "Visceral", o baixista e vocalista Juliano Goulart bateu um papo com o Dr. Gori.


Após o lançamento do cd “Visceral”, como você avalia a repercussão desse trabalho? Ele tem aberto mais portas pra manter a banda na estrada? O trabalho tem A quais fatores você atribui toda essa receptividade?

Primeiramente muito obrigado pela oportunidade! A repercussão foi melhor do que esperávamos e um grande fator sobre isso foi pelo motivo da galera estar carente de som depois da pandemia, todos estávamos famintos pra ver e ouvir algo novo.

 

Falando em estrada, você já passou por diversos projetos antes do Lacerofagia. Como você vê a influência disso no seu trabalho atual e como os outros integrantes contribuem com as composições da banda?

Por todos projetos e bandas que todos nós já participamos acabamos juntando uma bagagem de amizade muito boa em vários lugares que serve de bastante influência conhecendo ótimas bandas de amigos, interagindo, absorvendo, sendo influenciado e influenciando boa parte delas.

A influência de death metal e hardcore extremo é uma característica que eu notei no som de vocês. Quais são os sons que tem influenciado vocês desde o início da banda e que vocês tem escutado ultimamente?

O Lacerofagia nasceu da nossa necessidade de fazer um tipo de som que não vemos muito por aqui. Entre várias influências creio que o que mais ouvimos pra criar o visceral foi Exhumed e Rotten Sound e eu particularmente ainda estou nessa vibe até hoje hehe

Fale um pouco sobre o vídeoclip da banda? Existem planos de lançar alguma outra faixa de “Visceral” em vídeo?

Escolhemos a música mais curta do material pelo motivo da galera já clicar e em poucos segundos perceber do que se trata (obrigados pelo patrocínio two beers!). Gostamos dessa onda de mesclar ofensas e blasfêmias com temáticas sanguinolentas e nojentas. Creio que ate o final do ano lançaremos a faixa “golden shower” para as almas insalubres de plantão hehe

Como você avalia o cenário da música extrema hoje?

O cenário extremo está recheado de petardos, voltou da pandemia com tudo, bandas novas, bandas velhas com materiais novos, galera nova aparecendo nos shows, isso que faz a engrenagem não parar nunca!

Quais são os planos da banda para o restante de 2023?

Estamos com um novo guitarrista que já é nosso conhecido de muito tempo, inclusive ele quem gravou, mixou e masterizou boa parte do "Visceral". Decidimos então agora gravar mais alguns sons pra registrar a entrada desse grande amigo nessa betoneira de decomposição que estamos fazendo, pretendemos lançar até o meio desse ano.

Deixe um recado satânico pra galera...

Acredite na cena, o underground está lotado de pessoas incríveis. Seja antissocial, seja fetichista, seja blasfemico ou seja qualquer coisa da nova onda de protesto que está surgindo mesclando a galera nova com a galera mais antiga, mas acima de tudo seja antifascista!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

ZEUGMA LANÇA VÍDEO DA FAIXA "NECROTÉRIO VIRTUAL"

 


Música faz parte do primeiro álbum da banda "A Humanidade Fracassou..."

 

Hoje a galera do brutal grindcore Zeugma lança o vídeo da faixa “Necrotério Virtual”. A música é uma crítica aos cadáveres da internet e apresenta imagens tétricas e apocalípticas um horizonte cinzento e como caminhamos de forma inconsciente para nossa própria catástrofe diante da efemeridade das relações humanas após o advento tecnológico.

 

A banda é composta por Marcos Campos (vocais), Fábio Sodré (guitarra) e Sandinho Costa (bateria) e o vídeo faz parte da divulgação do seu primeiro ep, “A Humanidade Fracassou...”, lançado em outubro de 2022. Em suas 11 faixas, o trabalho é uma demonstração  da raiva, desconforto e desespero do que tempos sombrios são capazes de causar.

 

Com composições nada óbvias e boas influências, o grind executado pela banda é enriquecido por passagens criativas calcadas no death metal moderno e até imersões no sludge, destacando os riffs criados pelo guitarrista Fábio Sodré que se encaixam com a bateria sagaz e os vocais gutarais e cavernosos do restante da banda, formando um conjunto mais que apropriado para a temática do disco.

 

Os destaques do disco são “Cadáver Cósmico” que surge indicando um cenário de desolação e apodrecimento da matéria, "Praça A Attack" que faz referência o terminal de ônibus localizado na capital de Goiás e o cotidiano repressor residente na região e "Fracasso Transparente”, que evidencia o sucumbir do homem frente às adversidades.

 

Também destaco o primeiro single do EP, intitulado "Entranhas Lúgubres”, “O Sistema é Fascista”, que expõe o posicionamento político da banda, e “Gordura Doom Visceral” que encerra o disco com um potente metal arrastado.

 

O Dr. Gori aproveitou esse início de ano agitado da banda para bater um papo descontraído com o vocalista Marcos Campos, que falou rapidamente dos planos da banda para 2023.

 

Fale um pouco sobre o vídeoclip da banda

Faaala Révi galeroso! Esse lyric vídeo só possível com o apoio da Two Beers do nobre Wander Segundo e da galera do Motim Underground. Vida longa e próspera pra essa rapêize. Máximo respeito. Como o próprio nome dê lá canción "Necrotério Virtual" diz amanhã seremos a lembrança do passado. Todo mundo vai pra vala virar suco de verme. Nada mais ⚰️

 

Quais são os planos do Zeugma para 2023?

Bom, a priori é lançar o EP "A Humanudade Fracassou" como um 4way split, alguns clipes e uma tour nacional. Fazer o corre que vira, né primitude. Vamos nessa! [O disco será lançado no 4way split Grind Decadência, que vai contar com bandas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, pela Two Beers e outros selos associados]. 

 

A banda surgiu no final de 2021 e dentro de um ano lançou um ep, tocou em Manaus, fez uma minitour em São Paulo, e já tocou ao lado de bandas como NervoChaos, Vazio, Flagelador, Test e Podridão etc... algo que é fora do comum mesmo para bandas formadas por veteranos do underground como vocês. A quais fatores você atribui toda essa receptividade?

A gente apoia, compartilha, vai a shows na medida do possível. Sempre tivemos essa proatividade. Penso que contribuir para expandir contatos com produtores, selos, bandas, simpatizantes, amigos, trocar figurinhas realça melhor a estratégia nesse meio necro subterrâneo. Todavia, principalmente fazer o som, produzir algo. Tipo isso. Tem que saber chegar CL Aparecida 🤘🏾

 

No ep "A Humanidade fracassou" é nitida a representação da crueza dos tempos sombrios que passamos nos últimos anos causados pela pandemia e por um governo de extrema direita. São músicas embaladas num grindocre feito com o coração e o fígado. O que a banda vem preparando a nível musical para o lançamento do próximo trabalho (influencias musicais, estrutura das composições etc.)?

A gente mistura toda essa grindêra e tenta colocar algumas pitadas de regionalidade. Acho muito bacana isso. Grind é protesto né. Tem que incomodar. Tem que rasgar a ilharga podre do sistema que te devora todo dia e transformar nesse turbilhão anti-música. Figura de linguagem do além. Do caos. Da decadência. Navegar no rio da desgraça. Uh!

 

Você chegou a excursionar pela América do Sul e pela Europa com sua antiga banda, o que devem ter aberto muitas portas fora do país. Existem planos de desbravar essas rotas com o Zeugma?

Ah! com certeza! A intenção é fazer uma gira na gringa sim. Até porque acredito que seja necessário pegar a estrada. Os amigos zeugmáticos estão muito animados. Só tem agoniado nessa barca do cavalo doido, hahaha. A vibe tá massa. Sempre tivemos vontade de montar uma banda mais barulhenta pra realizar tal proeza. Tá fluindo. The road and fulerágis will never êndis!

 

Como você avalia o cenário da música extrema hoje e onde o Zeugma pretende chegar nessa história?

Cara, o brasífilis tem um cenário farto de bandas extremas em todas as suas vertentes. Muitas estão produzindo, fazendo o seu trampo e isso é de suma importância pra o engrandecimento dessa cultura que sempre é marginalizada. Com a Zeugma não será diferente. Nosso som é sincero, regado, sobretudo, a amizade. Que tem amigo de verdade, tem tudo. E o nosso futuro é menor que o nosso passado. Nosso futuro é GRINDCORE!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2022



BLASFÊMIA & TERROR - WC MASCULINO / SOCIOFOBIA (TwoBeersorNotTwoBeers)

Splits geralmente são trabalhos de apresentações de bandas que incluem faixas de dois ou mais artistas, e desde o início dos anos 1980, tem sido um formato amplamente utilizado por gravadoras independentes e artistas nos círculos de punk rock, hardcore, grindcore, black metal, noise e indie rock. Com o relançamento do split "Blasfêmia & Terror", lançado pelas bandas WC Masculino e Sociofobia, temos aqui uma evolução do formato, o split dentro do split, já que o caos sonoro das 17 músicas originais de 2005, é ampliado aqui por mais 13 faixas das duas bandas.

O Sociofobia foi formado em 2003, e permanece na ativa tocando seu som influenciado pela cena punk dos anos 70, 80 e 90, com letras em português que refletem o cotidiano turbuento das guerras e das grandes cidades superlotadas. No split, os seis sons originais são acrescidos de mais seis petardos, que se envolvem em atmosferas do crust d-beat e do thrash metal primitivo oitentista. As faixas são "Não querem a paz", "Ao Massacre", As Migalhas do Ódio", "Dança Macabra", "A Cúpula dos Mortos" e "Decibéis de Metal".

Já o WxCXMx está na ativa desde 2002, e se reune esporadicamente com a formação original para alguns shows. No split original a banda trazia 11 petardos roqueiros que nesse relançamento ganham o acompanhamento de mais sete sons, seguindo a linha do seu hardcore crossover ultraveloz e sarcástico, que falam da realidade em que vivemos, do caos, corrupção, violência, com influências de Ratos de Porão e DRI. As novas faixas são "Intro Du Cão", "Caos-Medo-Violência", "Guerra Ideológica", "Maníacos à solta", "Não tente entender", "Te esfaqueiam pelas costas" e "Willian Bonner". A banda tem ainda mais dois trabalhados lançados, "Esgotocore"(2005) e "O Caos Continuará" (2009).

No geral, é um split que envelheceu muito bem! A velocidade e o peso não perderam a visceralidade de 17 anos atrás e as faixas adicionais, apesar de não serem composições recentes, confirmam a fidelidade e o valor musical de cada banda tem diante de seus fãs e a importância desse relançamento.

Contatos:
Loja virtual: www.twobeers.com.br
Instagram: @tbontbrec

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

 


Existem discos tributo que são lançados, você escuta algumas vezes e logo vão parar naquela pilha de cds que a gente só escuta de vez em quando ou simplesmente não escuta mais. E existem tributos como este Tributo ao Fogo Cruzado, um dos projetos mais legais dos últimos anos em termos de homenagem a uma banda que é referência para o movimento punk como é o Fogo Cruzado. O projeto foi idealizado por Leandro Sampaio da banda Ódio Social, e teve lançamento simultâneo no Brasil e na Alemanha através da reunião de vários selos do underground, entre eles o nosso @tbontbrec.

Fora a obra da banda homenageada em si, o time de bandas que compõem o tributo é irretocável, cada uma dando sua versão com energia impressionante, fazendo o ouvinte sentir a queda da última gota de suor pra fazer valer a pena participar desse tributo.

Difícil destacar alguma coisa no meio de tanto som porrada, mas as versões de Agrotóxico (Desemprego), Asteroides Trio (Mente Enganada), Desacato Civil (Bomba Atômica), Subviventes (Hino e bandeira), Deserdados (O tempo está chegando), Rasta Knast/Corujas de Gotham (Terceira Guerra) e Ratas Rabiosas (Inimizade) são as minhas preferidas.

O disco traz ainda uma música inédita do próprio Fogo Cruzado, que é intitulada sagazmente de... "Música Inédita"! Enfim, é um troço viciante que não sai da cabeça e faz esse tributo um clássico instantâneo do punk hardcore!




Aproveitando esse 12 de outubro que além de ser dia das Crianças também é dia Nacional do Fanzine, pra dar organizada nas publicações que eu recebi nos últimos meses e só agora estou tendo um tempo pra ler.
 
E vejam só essa surpresa aqui, o Aviso Final #39, do lendário e guerreiro Renato Donizete, que fez uma publicação dedicada aos veteranos do underground brasileiro Scum Noise (@scumnoise_official), falando sobre seus 32 anos de estrada, a ressurreição da NoFashion Records e do excelente último trabalho da banda"Era Absurda".
 
Contato:
avisofinal@gmail.com
www.scumnoise.com

 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

MANGER CADAVRE? FAZ SEGUNDA APRESENTAÇÃO EM GOIÂNIA EM NOVO ESPAÇO UNDERGROUND 
Banda conta com nova formação e divulga seu mais recente trabalho, “Decomposição”

No primeiro final de semana do mês de agosto, a Rua 8, no Centro de Goiânia, vai ganhar um novo espaço underground: o FURNA, uma associação entre o coletivo @muquifucultural e do tradicional restaurante @zelatinhas. O evento coletivo, que mostra o poder da diversidade do underground goiano e faz parte das comemorações de 20 anos do selo @tbontbrec rec. 

Para dar o pontapé inicial nas atividades da casa, o espaço recebe o show da tour de lançamento dos recentes trabalhos das bandas Manger Cadavre? (SP), Hellway Patrol (PR) e Kill Bozo (GO/TO). Também participam do evento as goianienses Dergo, com seu hardcore/death potente e violento e Ímpeto, com seu hardcore tradicional ultra rápido. 

Trazendo seu hardcore com influências do crust, extremamente politizado, e prestes a fazer a sua segunda passagem por Goiânia, a vocalista do Manger Cadavre?, Nata Nachthexen, bateu um papo ligeiro com a gente, sobre a nova tour e a expectativa com o show deste fim de semana. 

A tour acaba de começar. Por quantas cidades vocês devem passar e o que você espera desse rolêzaço com o Hellway Patrol? 
Serão 24 ou 25 apresentações ao todo e esperamos shows enérgicos e com muita vontade e participação da galera.

Apesar de vocês já terem um bom tempo de estrada e já terem participado de festivais importantes, como Setembro Negro, Oxigênio Festival, Abril Pro Rock… um tour desse porte cria sempre uma expectativa diferente? 
Eu e o Marcelo batera já estamos mais acostumados com giras maiores, mas para o Paulinho e o Bruno é a primeira experiência. Eles estão ansiosos e a gente animado. 

Como tem sido a recepção do público ao “Decomposição”, novo trabalho que vocês estão divulgando nesse tour? 
O “Decomposição” ficou nas principais listas de melhores do ano passado, a gente teve um crescimento expressivo fora do Brasil e temos recebido muitos elogios. Estamos bem felizes com a fase nova da banda. É o primeiro álbum após a entrada de Paulo Alexandre e Bruno Henrique. E representa a fase mais madura da banda até o momento e como é o primeiro com a nossa nova formação, dá para esperar um crescimento ainda maior da nossa sonoridade. 

Qual é sua expectativa e qual recado você deixa para o público do show em Goiânia? 
Já tocamos em Goiânia uma vez, e foi animal! Esperamos que tenham moshs insanos novamente e rever nossos amigos e amigas daí! O recado é: faça o que puder, mas faça sempre, e sem atrasar o lado de ninguém!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

O bom filho à casa torna

 Saudações terráqueos, 

voltamos.